|
|
Tuesday, May 25, 2010
É inacreditável como do nosso amor pode vir a maior das forças e simultâneamente o mais aterrador dos medos.
Sara
Posted at 07:09 pm by Haelvemaen
Permalink
Preciso de tempo. Mais tempo que este que tende em passar e deixar tudo ficar no seu lugar. Passou um ano e meio desde que chegou este novo tempo, saúda-me e eu olho-o nova e desconfiadamente. Sempre que paro assim, repete-se o ritual. Continuo a caminhar, traçar um rumo, mas sempre sentindo alguma incredulidade na verdadeira progressão. Hoje, mais do que qualquer outro dia, pode dizer-se que é a prova viva disso. Faço analogias com faróis longínquos, uso metáforas para esconder a percepção inversa do acaso. Voltei aqui, desta vez sozinha. Percorro os mesmos caminhos, olho as mesmas referências e é como se tudo estivesse intacto, e não está. É dilacerante este silêncio que aprendi a vestir todas as manhãs, e a frieza com a qual me deito noite após noite. O mar está revolto, e a minha vida pede uma chance de mudança que teima não chegar. E eu continuo a reclamar um tempo, e os meus dias parecem fazer-se apenas de tempo, e inesperadamente desfazer-se da mesma forma. Oxalá pudesse ver-te, falar-te e rirmo-nos disto. Não um dia, em que tudo seja gasto. Hoje eventualmente seria um bom dia, sarar as feridas e repor os níveis de confiança. Mas hoje não é certamente o dia, e hás-de envolver-te esta noite em esperança, como eu. Mas não há esperança no que toca a casos perdidos, e eu com a minha cegueira mantenho-me intransponível, intransigente e cada vez mais inalcançável. Escrevo-te do primeiro sítio em que te vi, como se pudesse fazer alguma diferença do que vejo em mim.
Sara
Posted at 07:01 pm by Haelvemaen
Permalink
Thursday, May 20, 2010
Olhou em redor, viu o semblante e acreditou. A ser, prevejo o futuro. Mágicas semelhanças, começar do pulsar. As verdes texturas, o branco estampado. Sons tilintam o ar, que de leve sopra as memórias. Escutar em silêncio. Fazer por ser e renascer.
Sara
Posted at 06:59 pm by Haelvemaen
Permalink
Monday, May 10, 2010
Sara
Posted at 11:36 pm by Haelvemaen
Permalink
Saturday, May 01, 2010
Hoje o mundo volta a parecer-me maior. Aquilo que pretendo sempre mais inalcançável e as breves rotinas pesam-me no corpo.
Hoje era um bom dia para dizer adeus aos sítios que conheço, a todas as coisas que não fiz por preguiça, e àqueles que eu não cheguei a conhecer efectivamente por não me dar, a todos com os quais me desiludi.
Era talvez uma boa deixa para partir.
Sara
Posted at 12:10 pm by Haelvemaen
Permalink
Tuesday, March 02, 2010
Epilepsia emocional. Colapso terno de angústia. Enregelar, emudecer e eventualmente quebrar. Que horas são? Uma. Que horas são? Uma. As minhas mãos nunca foram grandes. Sei-me tropeçar, não contei ter de saber cair. Nariz no chão. Eleva-se o espírito, claro. Roda outra vez. Não sei. Está aí alguém? Se sim, quem esperas? E porquê? E desde quando? Ah... Endoidecer. Repetir números. Inventar palavras e uni-las em frases como se fizessem sentido por estarem bonitas e direitinhas no papel. Se pensei seres feito de negrume, hoje de tão frágil não sei de que sou feita eu mesma. Doem-me os braços por tê-los comigo, pendurados, debruçados. Fecho os olhos e assim passa. Amnésia constante, repetição por tentativa e erro. E se quebrar? Não quebra, é só mais um ataque por falta de inteligência emocional. Epilepsia corporal. Se ficar assim, inerte, temo que passe.
Sara
Posted at 01:13 pm by Haelvemaen
Permalink
Tuesday, February 23, 2010
Vejo figuras dançar no papel. Formam-se inesperadamente, linhas ténues e leves que teimam mexer-se e aparecer quando não espero. Entre as linhas que compõem os textos, as letras que traçam manchas difusas, vejo-as dançar para mim esta noite. Deixo que me envolvam, permito-lhes que me enganem nova e inesperadamente, como se nada pudesse mais fazer, com nada mais pudesse contar. Desfoco as páginas e enredo-me nos trames de dissolução. Quem fez assim o caminho, assim traçou percorrê-lo. Nele aceito perder. Longe de chegar ao fim, continuo a vê-las danças, ou quem sabe um contorcer majestoso. Paro, estática, foco e concentro, fecho os olhos com muita força e repito baixinho "Aquele não sou eu". Parece que as vejo parar, a lenta velocidade, e os seus olhos que não são mais que pintas, parecem repreender-e, puxar-me e lembrar-me. Se aquele não sou eu, suponho hoje que mais ninguém saiba. Duvido que alguém mais descubra. Temo o dia em que chegue o facto, porque de hoje parte só a certeza. Sentam-se nas linhas, com as leves perninhas a baloiçar, inclinam cabeças e fazem o espectáculo completo. Quem dera pudessem falar, contar-me como foi... Como teria sido então. Aquilo que viram e já não sei mais. Acreditar que se chegar, então é hora, e não quero chegar atrasada.
Sara
Posted at 01:04 pm by Haelvemaen
Permalink
Monday, January 11, 2010
Hoje sou mais pequenina do que aquilo a que me habituei ser.
Sara
Posted at 01:03 pm by Haelvemaen
Permalink
Friday, December 11, 2009
Fazer libertar. Prometi que não escreveria para ti, hoje escrevo por mim. Um brinde àquilo que há muito espero que evapore, se esfume ou simplesmente seja engolido. A raiva começa a desvanecer, percorre-me o medo. Medo de gelar, de me isolar, de cair ainda mais profundamente se possível. Sim, se faz favor. Pequenina, esgotada e amaldiçoada. Fechar-me na bolha. Ligar-me à corrente, encubar às escuras, recarregar. Voltar, e nesse dia que hoje sinto longínquo, voltar gigante, amedrontar e permanecer. Sozinha. Amanhã acordar e sentir que sou mais forte em noites destas, em que procuro o que quero e encontro o que não espero. Arrancar das minhas palavras tudo aquilo que a mim não diga respeito. Individual, solta, "fria e sincera". Perder possivelmente a sinceridade, suponho que seja necessário um esforço extra de adaptação e metamorfose. Acabo assim, como ainda agora no início.
Sara
Posted at 12:56 pm by Haelvemaen
Permalink
Tuesday, November 03, 2009
És ridículo. Não te conheço já. Nunca mais te atrevas sequer a pensar que eu sou a mulher da tua vida, muito menos a dizê-lo. Na minha vida morreste hoje.
Sara
Posted at 02:38 pm by Haelvemaen
Permalink
|
|
|